Treinamento
Condução
de Call
Condução de Call
Conceito
A essência da condução
Todo cliente está em um lugar
e quer chegar a outro.
A venda acontece quando o vendedor consegue entender claramente onde o cliente está, onde ele quer chegar, o que está impedindo essa chegada e qual caminho pode levá-lo até lá.
O CLIENTE ESTÁ AQUI.
MAS QUER CHEGAR LÁ.
O cliente chega até nós porque existe uma distância entre a realidade atual e aquilo que ele deseja construir.
Nossa função não é empurrar um produto.
É entender essa distância e ajudá-lo a construir o caminho.
Onde o cliente está hoje.
Situação, realidade, recursos, problemas e limitações.
Onde ele quer chegar.
Objetivo, prazo, desejo e futuro que quer construir.
O que está impedindo essa chegada.
Problemas, falta de planejamento, recursos, tempo e decisões adiadas.
A estratégia que pode conectar o ponto atual ao objetivo.
Aqui entra o nosso trabalho e, quando fizer sentido, o consórcio.
Você não conduz uma call para vender uma carta. Você conduz uma conversa para entender a distância entre onde o cliente está e onde ele quer chegar.
O vendedor não deve pensar:
Deve pensar:
Por isso, o produto não aparece antes do diagnóstico.
O fechamento também não acontece apenas no final. A decisão começa a ser construída durante toda a conversa, através dos pequenos compromissos que o próprio cliente vai assumindo.
O roteiro ensina
como fazer.
O conceito ensina
como pensar.
Abertura
Quebra-gelo · Conexão · Autoridade · Acordo da reunião
Diagnóstico
Motivo e objetivo · Tempo · Situação e problema usando SPIN
Apresentação
Produto como solução · Cases
Decisão
Fechamento
ABERTURA
Quebra-gelo · Conexão · Autoridade · Acordo
QUEBRA-GELO
O objetivo é quebrar a tensão inicial e tornar a conversa natural.
Não é fazer perguntas aleatórias. É criar um ambiente confortável para começar a conversa e preparar o terreno para o diagnóstico.
Exemplos:
A ideia é sair de uma conversa fria e começar uma conversa humana.
CONEXÃO
Conexão é demonstrar interesse real pelo cliente.
Eu preciso ouvir, reagir ao que ele fala e fazer perguntas que tenham relação com aquilo que ele acabou de me contar.
Pergunta sem escuta vira interrogatório.
Pergunta com escuta vira diagnóstico.
Se o cliente falar:
Eu não simplesmente passo para a próxima pergunta.
Eu aprofundo:
A conexão acontece quando o cliente percebe que eu realmente estou entendendo o que ele está falando.
AUTORIDADE
Aqui eu preciso construir autoridade pessoal.
Não é simplesmente falar da empresa.
Eu preciso mostrar quem sou e por que o cliente pode confiar em mim para conduzir aquela conversa.
Posso falar:
- Quanto tempo trabalho com isso.
- Minha experiência.
- Quantas pessoas já ajudei.
- Quanto crédito já comercializei.
- Resultados que já alcancei.
- Meu propósito.
- Minha história.
E, quando fizer sentido, aspectos pessoais que gerem identificação.
- Sou casado.
- Tenho família.
- Tenho responsabilidades.
- Tenho objetivos.
Exemplo
A autoridade precisa responder:
Quem é essa pessoa?
Por que eu deveria ouvi-la?
Por que eu deveria confiar nela?
ACORDO DA REUNIÃO
Antes de começar o diagnóstico, eu explico como a reunião vai funcionar.
Os três objetivos
Entender o momento de vida do cliente.
Explicar meu trabalho e a solução.
Falar de valores.
E eu também deixo claro:
Agora existe um acordo entre os dois lados.
DIAGNÓSTICO
Motivo e objetivo · Tempo · SPIN
MOTIVO E OBJETIVO
Aqui eu quero descobrir:
- Por que o cliente procurou agora?
- O que ele quer realizar?
A primeira pergunta não precisa ser:
Eu começo pelo motivo:
Depois:
O objetivo é entender o que existe por trás do pedido.
TEMPO
Objetivo sem prazo é apenas desejo.
Eu preciso entender quando o cliente quer realizar aquilo.
Perguntas:
O tempo mostra a importância e a urgência daquele objetivo.
SITUAÇÃO E PROBLEMA
USANDO SPIN
Aqui entra o diagnóstico profundo.
Eu não quero que o consultor decore perguntas.
Quero que ele entenda o raciocínio.
Situação
Problema
Implicação
Need-Payoff
SITUAÇÃO
Onde o cliente está hoje?
PROBLEMA
O que está impedindo o cliente de chegar onde quer?
Aqui eu descubro o problema.
Mas ainda não acabou.
IMPLICAÇÃO
Agora eu aprofundo o impacto desse problema.
Financeiro
Tempo
Emocional
O objetivo não é criar uma dor artificial. É fazer o cliente enxergar completamente o impacto do problema que ele próprio apresentou.
NEED-PAYOFF
Aqui eu trago consciência.
Eu preciso fazer o cliente perceber que o problema precisa ser resolvido e entender se ele realmente quer resolver isso agora.
Eu posso conduzir assim:
Prioridade e validação
Depois:
A pergunta direta
Se ele disser que sim:
Se existir:
Aqui eu descubro a última barreira antes da apresentação.
Dentro do Need-Payoff
Consciência
O cliente reconhece o problema.
Prioridade
O cliente reconhece que quer resolver isso agora.
Melhor cenário
O cliente entende o que pode acontecer se começar a resolver o problema.
Pior cenário
O cliente entende o que acontece se continuar exatamente como está.
Validação da solução
O cliente reconhece que acredita que a solução pode ajudá-lo.
Compromisso com a decisão
Eu descubro se existe alguma coisa que impediria o cliente de tomar a decisão caso a solução faça sentido.
O Need-Payoff fecha o diagnóstico e cria a ponte para a apresentação.
APRESENTAÇÃO
Produto como solução · Cases
PRODUTO COMO SOLUÇÃO
Agora sim entra o consórcio.
Eu não começo simplesmente explicando o produto.
Eu começo conectando a solução ao que descobri.
Aqui eu apresento a solução e já entro nos valores que fazem sentido para aquele objetivo.
A lógica é:
- O cliente me disse X.
- Isso gera Y.
- O objetivo dele é Z.
- A solução que vou apresentar pode ajudá-lo dessa forma.
Então eu mostro:
- Valor da carta
- Por que esse valor faz sentido para o objetivo
- Parcela
- Prazo
- Taxas
- Estratégia
- Condições
- Lance, quando aplicável
- Custos envolvidos
- Cenários possíveis
A diferença é que eu não apresento esses números como uma tabela solta. Eu conecto cada número ao que o cliente me contou.
Conectando cada número
O produto entra como resposta ao problema diagnosticado.
CASES
Os cases entram junto da apresentação da solução.
Eu mostro pessoas que tinham problemas ou objetivos semelhantes e que tomaram uma decisão para começar a construir aquilo que queriam.
Estrutura
- Quem era o cliente?
- Qual era o objetivo?
- Qual era o problema?
- Qual estratégia foi utilizada?
- Qual foi o resultado?
O case precisa fazer o cliente pensar:
Trazer o cliente para dentro da história
Também posso trazer o cliente para dentro da história:
A ideia é mostrar que uma decisão não gera apenas um custo ou investimento. A falta de decisão também pode ter um custo.
DECISÃO
Fechamento
FECHAMENTO
O fechamento começa a ser construído durante toda a reunião.
Durante o diagnóstico, eu faço pequenos acordos e fecho pequenas portas de objeção.
Esses compromissos serão utilizados no fechamento.
O cliente já disse:
FECHAMENTO NATURAL
Depois de apresentar o produto, a estratégia, os valores, as condições e os cases, eu apresento a oferta.
- Apresento a carta.
- Apresento a parcela.
- Apresento as condições.
E então conduzo para a decisão:
Depois disso, eu paro de falar.
Silêncio.
Deixo o cliente tomar a decisão.
Se ele responder:
Eu conduzo a contratação.
Fim da reunião.
Não existe necessidade de criar uma objeção onde não existe.
SE O CLIENTE LEVANTAR
UMA OBJEÇÃO
Se o cliente apresentar uma objeção, aí sim eu volto para tudo aquilo que foi construído durante a reunião.
Eu não vou simplesmente tentar rebater a objeção.
Primeiro, eu entendo o que mudou.
Exemplo
Cliente:
Eu:
Então vem a pergunta:
“O que mudou de dez minutos atrás para agora?”
E eu aprofundo:
Agora eu descubro a verdadeira objeção.